Resumo em 30 segundos
- Foram vendidas 226.536 unidades residenciais novas no primeiro semestre de 2026, alta de 5,4% sobre 2025, segundo a CBIC
- Os lançamentos do semestre somaram 211.651 unidades, praticamente estáveis (queda de 0,3%)
- O Minha Casa, Minha Vida respondeu por 58% dos lançamentos do segundo trimestre, o maior nível desde 2019
- O estoque fechou junho em 355.290 unidades, 8,2% acima de um ano antes
O mercado de imóveis novos fechou o primeiro semestre de 2026 com vendas em alta e lançamentos parados. Segundo os Indicadores Imobiliários Nacionais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), divulgados em 24 de agosto, foram vendidas 226.536 unidades residenciais no semestre, 5,4% a mais do que no mesmo período de 2025.
Os números do semestre e do trimestre
| Indicador | Resultado | Variação em um ano |
|---|---|---|
| Vendas no 1º semestre de 2026 | 226.536 unidades | +5,4% |
| Lançamentos no 1º semestre de 2026 | 211.651 unidades | -0,3% |
| Vendas no 2º trimestre de 2026 | 113.676 unidades | +5,3% |
| Lançamentos no 2º trimestre de 2026 | 107.161 unidades | -1,3% |
| VGV vendido no 2º trimestre | R$ 66,2 bilhões | -5,5% |
| Ticket médio no 2º trimestre | R$ 581,9 mil | -10,3% |
| Estoque ao fim do 2º trimestre | 355.290 unidades | +8,2% |
Dois movimentos aparecem na tabela. O número de unidades vendidas subiu, mas o valor vendido caiu. A explicação está no ticket médio, que recuou 10,3% em um ano.
O peso do Minha Casa, Minha Vida
O programa habitacional respondeu por 58% das unidades lançadas no segundo trimestre, com 62.129 unidades. É a maior participação desde 2019, segundo a CBIC. Nas vendas, a fatia foi de 51%, com 58.392 unidades.
Os demais padrões somaram 45.032 unidades lançadas no trimestre. A tipologia também mostra a força do segmento econômico: imóveis de dois quartos representaram 65,2% das vendas.
Na avaliação de dirigentes da CBIC, o resultado mostra um mercado estável e resistente aos juros altos, com o programa como principal motor.
A leitura da Even para incorporadoras
Esta parte é análise nossa, não informação das fontes.
- Há dois mercados sob o mesmo número. O segmento econômico cresce com crédito subsidiado. O médio e o alto padrão operam com juros de mercado e comprador mais seletivo. A média nacional não descreve nenhum dos dois.
- Vendas acima dos lançamentos reduziram o estoque no trimestre, mas ele ainda está 8,2% acima do nível de um ano antes. Em muitas praças, o comprador tem opções e compara.
- Com mais oferta, ganha quem atende melhor. Quando há estoque, a diferença não está em gerar mais leads. Está em qualificar e responder rápido aos que já chegam.
O que fazer agora
- Meça o seu VSO contra o plano, e não contra a média do país. Explicamos o cálculo em VSO: o que é e como calcular.
- Revise a qualificação. Em um mercado com comprador seletivo, saber objetivo, faixa de investimento e forma de pagamento antes da reunião evita agenda perdida. Veja lead scoring imobiliário.
- Cuide do estoque antes que ele pese. Unidades paradas pedem estratégia própria, como mostramos em como vender as últimas unidades sem queimar tabela.
Perguntas frequentes
Quantos imóveis novos foram vendidos no Brasil no primeiro semestre de 2026?
Foram 226.536 unidades residenciais, alta de 5,4% em relação ao primeiro semestre de 2025, segundo a CBIC.
Qual é a participação do Minha Casa, Minha Vida no mercado de imóveis novos?
No segundo trimestre de 2026, o programa respondeu por 58% das unidades lançadas e por 51% das unidades vendidas, de acordo com a CBIC.
Qual é o estoque de imóveis novos no Brasil?
Ao fim do segundo trimestre de 2026, havia 355.290 unidades disponíveis, 8,2% a mais do que um ano antes e 2,1% a menos do que no trimestre anterior.
Fontes
Releitura e análise da Even Digital a partir das fontes acima. Os números são dos levantamentos citados.