Resumo em 30 segundos
- O Copom reduziu a Selic de 14,00% para 13,75% ao ano em 16 de setembro de 2026, por unanimidade
- Foi o quinto corte seguido: desde março, a taxa caiu 1,25 ponto percentual
- O Boletim Focus de 28 de setembro projeta Selic de 13,50% no fim de 2026 e de 12,00% no fim de 2027
- Para incorporadoras, o efeito é gradual: o juro segue alto, mas a direção de queda ajuda a decisão de compra
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu a taxa Selic de 14,00% para 13,75% ao ano em 16 de setembro de 2026. A decisão foi unânime e marcou o quinto corte consecutivo. Para o mercado imobiliário, a notícia importa menos pelo tamanho do corte e mais pela direção.
O que foi decidido
A Selic ficou em 15,00% ao ano de junho de 2025 até março de 2026, quando começou o ciclo de queda. Desde então, foram cinco reduções, que somam 1,25 ponto percentual. O corte de setembro, de 0,25 ponto, era esperado pela maior parte do mercado: 75 das 78 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast previam esse resultado.
| Momento | Taxa Selic ao ano |
|---|---|
| Junho de 2025 a março de 2026 | 15,00% |
| Antes da reunião de setembro de 2026 | 14,00% |
| Depois de 16 de setembro de 2026 | 13,75% |
| Projeção Focus para o fim de 2026 | 13,50% |
| Projeção Focus para o fim de 2027 | 12,00% |
| Projeção Focus para o fim de 2028 | 10,50% |
As projeções são do Boletim Focus divulgado em 28 de setembro de 2026, que reúne as estimativas de instituições financeiras.
O que isso muda no financiamento
A queda da Selic não chega à parcela do comprador na mesma hora nem na mesma proporção. Os bancos ajustam as taxas do crédito imobiliário aos poucos, conforme o custo de captação e a concorrência. A expectativa relatada pela imprensa é que as novas condições sejam anunciadas nas semanas seguintes à decisão.
Mesmo um ajuste pequeno pesa em contratos longos. Em um financiamento de 30 anos, meio ponto percentual a menos na taxa representa milhares de reais ao longo do contrato.
A leitura da Even para incorporadoras
Esta parte é análise nossa, não informação das fontes.
- O juro continua alto. Com a Selic em 13,75%, o crédito de mercado segue caro. O comprador de médio e alto padrão, que depende mais de financiamento bancário, ainda faz conta com cuidado.
- A direção ajuda a venda. Cinco cortes seguidos mudam a conversa. Quem adiou a compra por causa dos juros passa a ter um motivo para voltar a olhar.
- Existe um risco no discurso. Se a mensagem for "os juros vão cair", parte dos compradores decide esperar. O argumento mais sólido é outro: o preço do imóvel é fechado hoje, e o financiamento só é contratado na entrega das chaves, em outro cenário de juros.
- O custo de capital da incorporadora também cede, o que melhora a conta de novos lançamentos.
O que fazer agora
- Reative quem parou por causa de juros. A base de leads tem pessoas que citaram financiamento como motivo de espera. É a hora de voltar com um fato novo. Veja como em follow-up e reativação de base pelo WhatsApp.
- Atualize a simulação do atendimento. O corretor precisa mostrar a parcela com as condições atuais, e não com a tabela do começo do ano.
- Separe a mensagem por perfil. Para o investidor, a queda da Selic reduz a atratividade da renda fixa. Para o morador, o tema é parcela. Entenda a diferença em investidor ou morador: duas jornadas de compra.
- Não prometa taxa. Quem define o juro do financiamento é o banco, na data da contratação.
Perguntas frequentes
Qual é a taxa Selic hoje?
A Selic está em 13,75% ao ano desde 16 de setembro de 2026, quando o Copom reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual.
A queda da Selic reduz a parcela do financiamento imobiliário?
Não de forma automática. Em contratos já assinados, vale a taxa contratada. Para novos financiamentos, os bancos ajustam as condições aos poucos, de acordo com o custo de captação e a concorrência.
Qual é a projeção para a Selic no fim de 2026?
O Boletim Focus de 28 de setembro de 2026 projeta 13,50% ao ano para o fim de 2026, 12,00% para o fim de 2027 e 10,50% para o fim de 2028.
Fontes
- Diário do Grande ABC (Estadão Conteúdo), 16/09/2026
- O Povo, Boletim Focus, 28/09/2026
- Correio Braziliense, 19/09/2026
Releitura e análise da Even Digital a partir das fontes acima. Os números são dos levantamentos citados.