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Lead barato não paga a obra: a métrica que importa é a unidade vendida

O custo por lead caiu e as vendas não mexeram. Entenda por que o CPL engana e o que medir no lugar dele para o marketing virar VGV.

O relatório do mês chega bonito: o custo por lead caiu, o volume de cadastros dobrou, o gráfico aponta para cima. Só que o estande continua vazio e o VSO não saiu do lugar. Se essa cena é familiar, o problema não está na mídia. Está na régua usada para medir a mídia.

Marketing imobiliário só serve para uma coisa: vender unidade. Todo o resto é meio.

Por que o CPL engana

O custo por lead mede quanto custou um cadastro. Ele não diz nada sobre quem se cadastrou. Quando a campanha é otimizada para gerar o lead mais barato possível, a plataforma faz exatamente o que foi pedido: encontra as pessoas que mais preenchem formulário. Essas pessoas raramente são as que têm renda, entrada e momento de vida para comprar um imóvel.

O resultado é uma operação inteira trabalhando para o número errado. O gestor comemora o CPL, a equipe comercial reclama da qualidade e o incorporador paga as duas contas.

A conta que importa

Um exemplo ilustrativo ajuda a enxergar. Imagine duas campanhas com a mesma verba, perto de R$ 10 mil:

  • Campanha A: 500 leads a R$ 20 cada. Uma venda.
  • Campanha B: 120 leads a R$ 85 cada. Quatro vendas.

No relatório de mídia, a campanha A parece quatro vezes melhor. No caixa da incorporadora, a campanha B custou um quarto por venda. Quem corta a B para "melhorar o CPL" está desligando a campanha que paga a obra.

O que medir no lugar

Troque a pergunta "quanto custa um lead?" por "quanto custa uma venda?". Na prática, isso significa acompanhar quatro números:

  • Custo por lead qualificado: só entra na conta quem tem perfil de compra.
  • Custo por reunião ou visita realizada: o momento em que o interesse vira conversa de verdade.
  • Custo por venda: verba de mídia dividida pelas vendas que vieram dela.
  • Tempo até o primeiro contato: lead que espera esfria, e lead frio encarece tudo acima.

Como mudar a régua

  1. Defina com clareza o que é um lead qualificado. Um bom ponto de partida é o lead scoring.
  2. Registre no CRM a origem de cada lead e de cada venda, sem exceção.
  3. Devolva essa informação para a plataforma de anúncios, para que ela aprenda quem compra. Explicamos isso em Pixel e API de Conversões.
  4. Corte e escale campanhas pelo custo por lead qualificado, nunca pelo CPL bruto.

Na prática

No case do High Contorno, R$ 35 mil em anúncios geraram 719 leads e 47 vendas em 180 dias. O CPL ficou perto de R$ 49, longe de ser o mais barato que uma campanha consegue entregar. Já o custo de mídia por venda ficou em torno de R$ 745, e 94% do empreendimento foi vendido.

Lead barato enche planilha. Unidade vendida paga a obra.

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